Ando há dias com vontade de cozinhar qualquer coisa para alguém. Em casa não se proporciona: a D. Elvira encarrega-se sempre e de qualquer forma, a minha mãe não pode comer determinadas coisas e o meu pai não gosta das outras.
Preciso que alguém se candidate a comer Cogumelos com Mozarella, Tagliatelle com Salmão, Bourguignon, Petits-Gateaux com Sorvete de Tangerina e tantas outras coisas que me enchem os olhos cada vez que faço mais uma ronda no vício.
Se alguém se lembra de ir cuscar no servidor do laboratório, vai ser bonito.
Tuesday, May 20, 2008
Wednesday, May 7, 2008
a hopeful return
A primeira coisa que eu aprendi a cozinhar, para além de ovos mexidos, foi bolo de maçã. Era a especialidade da minha mãe - o bolo que fazia sempre que alguém fazia anos. Só me lembro dele a partir da Inglaterra, não me lembro do que havia antes, no que diz respeito a bolaria.
Esse bolo de maçã é o bolo no qual me especializei, que nunca falha e que toda a gente adora. Para além disso, maçã e canela tornou-se a melhor mistura entre uma fruta e uma especiaria que eu conheço. Um clássico. Nada de brilhante que estonteie qualquer pessoa, mas sabe... a casa. É reconfortante e é delicioso.
Mais tarde, ao repertório juntei a tarte de maçã. Outra que nunca falha.
Mas não chega. Há algum tempo que ouço falar na maravilha da tarte de maçã que o Anjo Verde serve à sobremesa. Ontem, enquanto morria de amores por uma tarte de chocolate com pimenta, da qual ainda tenho que descobrir o segredo, inspeccionei a tarte da Célia e decidi que a ia fazer hoje.
E de manhã vi a receita num site que já está TÃO na ronda diária, e apple crumble não me saiu mais da cabeça. O desejo de clotted cream é que eu não sei como é que hei-de resolver.
Crumble de Maçã (adapt. daqui)
Preparado de maçã
6 maçãs reineita
2 clhrs de sopa de açúcar amarelo
sumo de meio limão
canela q.b.
Cobertura
220g de farinha com fermento
75g de coco ralado
100g de aveia
175g de açúcar amarelo
200g de manteiga derretida
Aquecer o forno a 180ºC.
Descascar as maçãs e parti-las em cubinhos. Colocá-las num tacho, com o sumo de limão, o açúcar e a canela e aquecer em lume brando até a maçã ficar mole, mas não cozida. Deitar o preparado numa travessa de ir ao forno.
Numa terrina, deitar a farinha, a aveia, o coco ralado e o açúcar. Misturar tudo muito bem. Fazer um buraco no meio da mistura e despejar a manteiga derretida. Continuar a misturar até que a manteiga seja absorvida pelos ingredientes. Se a massa estiver muito empapada, acrescentar mais alguma aveia.
Pegar em pedaços da mistura e espalhá-los por cima do preparado de maçã, assegurando-se que esta fique bem coberta. Levar ao forno durante 40-45 minutos, ou até que esteja dourado.
Servir quente, frio ou como preferir. E se pudesse ser com clotted cream...
A experimentar.
- com menos açúcar na massa;
- com avelãs picadas misturadas na aveia, para ficar mais crocante.
Me, happy.
Thursday, January 10, 2008
Trufas de chocolate branco
A minha primeiríssima receita neste blog resulta de vários co-factores:
1. Comprei uma revista de culinária e estava mortinha por experimentar qualquer coisa;
2. Esta era a coisa mais simples;
3. Para além dos pontos 1 e 2, ela usa dois dos ingredientes que eu mais gosto de usar na cozinha: chocolate branco e manteiga;
4. E para além dos pontos 1, 2 e 3, ainda tenho o privilégio de usar uma das técnicas que eu mais gosto: o banho-maria.
O banho-maria consiste em aquecer, lentamente, quaisquer ingredientes dentro de um recipiente banhado em água quente. Não fosse eu uma pessoa lenta e vagarosa por natureza (e chamada Maria), deixar ingredientes como chocolate e manteiga derrenter e fundir devagarinho, envolvendo-se um no outro quando ambos estão no ponto de fusão é a delícia do meu contentamento.

A experimentar mais tarde:
- seguindo essa receita, as trufas ficam com um sabor demasiado amanteigado: vou experimentar reduzir à dose ou, eventualmente, mudar de manteiga;
- as amêndoas torradas devem ficar bem melhor, tanto por cima como misturadas na mistela.
1. Comprei uma revista de culinária e estava mortinha por experimentar qualquer coisa;
2. Esta era a coisa mais simples;
3. Para além dos pontos 1 e 2, ela usa dois dos ingredientes que eu mais gosto de usar na cozinha: chocolate branco e manteiga;
4. E para além dos pontos 1, 2 e 3, ainda tenho o privilégio de usar uma das técnicas que eu mais gosto: o banho-maria.
O banho-maria consiste em aquecer, lentamente, quaisquer ingredientes dentro de um recipiente banhado em água quente. Não fosse eu uma pessoa lenta e vagarosa por natureza (e chamada Maria), deixar ingredientes como chocolate e manteiga derrenter e fundir devagarinho, envolvendo-se um no outro quando ambos estão no ponto de fusão é a delícia do meu contentamento.
Ah. E ter que provar para saber se já está tudo bem derretido e misturado.
Trufas de Cholate Branco (adapt. da blue cooking)
600gr de chocolate branco
200gr de manteiga sem sal
2 clhrs de sopa de essência de baunilha
amêndoa ralada
Derreter o chocolate branco e a manteiga em banho-maria. A manteiga e o chocolate branco têm tendência a não se fundirem um no outro sem um empurrãozinho, se isto acontecer, pode usar-se a batedeira até obter uma mistura bem cremosa.
Retirar a mistura do banho-maria e adicionar a essência de baunilha. Deita-se numa forma forrada com papel vegetal, cobre-se com amêndoa ralada e deixa-se solidificar no frigorífico durante umas horas.
A experimentar mais tarde:
- seguindo essa receita, as trufas ficam com um sabor demasiado amanteigado: vou experimentar reduzir à dose ou, eventualmente, mudar de manteiga;
- as amêndoas torradas devem ficar bem melhor, tanto por cima como misturadas na mistela.
This is it.
Ok.
Então, porque é que a minha amiga Joana V. se dedicou a criar-me um blog tão bonito (o título, o template, as cores e até a password são da responsabilidade dela) para eu escrever sobre coisas que se comem e que se bebem?
A resposta é: Porque Sim! Quando era pequena, fazia fitas e perrices em todas as horas santas das refeições. Entre ameaças de me enfiarem a comida pelas goelas abaixo, joana-come-a-papa, olha o avião e outros truques que tais, demorava sempre mais de 2 horas para comer uma refeição completa. Sim, tenho uns pais muito persistentes.
Passados esses tempos gloriosos, comecei a comer mais naturalmente e, eventualmente, a apreciar as coisas que comia. Mais tarde, as coisas que bebia. Portanto, agora gosto de tudo (ou quase) e a minha esquisitice a comer só exclui nabos, couves de bruxelas, ingredientes de má qualidade e coisas mal cozinhadas. Até ver.
E de que é que me serve ter um blog de culinária se eu gosto de comer? É que eu adoooooooro fazer bagunça na cozinha e cozinhar as coisas que como. E assim me entretenho e espero entreter-vos a vocês.
Bom. À Joana, para já, que só ela deve saber da existência disto!
Cheers!
Então, porque é que a minha amiga Joana V. se dedicou a criar-me um blog tão bonito (o título, o template, as cores e até a password são da responsabilidade dela) para eu escrever sobre coisas que se comem e que se bebem?
A resposta é: Porque Sim! Quando era pequena, fazia fitas e perrices em todas as horas santas das refeições. Entre ameaças de me enfiarem a comida pelas goelas abaixo, joana-come-a-papa, olha o avião e outros truques que tais, demorava sempre mais de 2 horas para comer uma refeição completa. Sim, tenho uns pais muito persistentes.
Passados esses tempos gloriosos, comecei a comer mais naturalmente e, eventualmente, a apreciar as coisas que comia. Mais tarde, as coisas que bebia. Portanto, agora gosto de tudo (ou quase) e a minha esquisitice a comer só exclui nabos, couves de bruxelas, ingredientes de má qualidade e coisas mal cozinhadas. Até ver.
E de que é que me serve ter um blog de culinária se eu gosto de comer? É que eu adoooooooro fazer bagunça na cozinha e cozinhar as coisas que como. E assim me entretenho e espero entreter-vos a vocês.
Bom. À Joana, para já, que só ela deve saber da existência disto!
Cheers!
Sunday, December 9, 2007
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