Sunday, May 22, 2016

ONE SECOND EVERY DAY - APRIL 2016


Abril foi o mês de ver renascer a Primavera aqui na Suíça, um país onde as estações do ano são belissimamente demarcadas. Começou em Copenhaga, que visitei primeiro sozinha e onde depois tive uma reunião em que cozinhámos, cantámos e conversámos ao redor da fogueira. Também houve muita chuva e saltos em charcos de galochas, um novo trabalho para mim, escalada com amigos e cães de amigos, mais visitas a Kandersteg, passeios no bosque, o gato tolo, um puto apaixonado pelo gato, e uma formação com escuteiros portugueses que foi muito boa, mas que eu me esqueci de filmar por estar tão embrenhada no trabalho. Um mês preenchido e bom!

ONE SECOND EVERY DAY - MARCH 2016



Já com um imenso atraso, mas aqui vai o vídeo dos segundos compilados do mês de Março. Um mês quase todo dedicado a aventuras com crianças, ao final da época maravilha do ski, mais mudanças na vida, a celebração do novo emprego do z, jantares em frente à TV a ver a bola, e visitas a Kandersteg. Aparecem escuteiros a cantar - mas não fui eu que fiz o vídeo - estavam a cantar uma canção que ajudei a procurar no baú e que trouxe boas memórias. E terminou na bela cidade de Copenhaga, onde andei a passear sozinha.

Tuesday, March 29, 2016

A LIST FOR WHILE I'M THIRTY


This started out to be a blog about food. Then it was just a blog about anything random that I wanted to share. Now it looks like it's a blog about my lists (this one is still going!). Looking back at all the other lists and all the other posts, I can get a sense of where I was at that time, and why I wanted to do what I wanted to do. It is challenging to have some of the things looming over you, and when you push yourself to cross off something in the list, there is a satisfying sense of accomplishment.

My aunt, who will be 50 this year, told me she was working on a list of 50 things to accomplish while she was fifty and challenged me to do the same for 30. It's not like I would ever refuse such a thing, so here is a list for while I'm 30, even though I've been there for 3 months already.

It is a nice, pleasurable list, with things I love, with some things I will surely cross off, and other things that will make me push myself a little bit to accomplish.

1. Plan a trip to another continent
2. Go on a trekking holiday
3. Run a half marathon 30.10.2016
4. Make a wedding shawl for a friend
5. Read 15 books (9/15)
6. Keep some kind of journal
7. Print a 2014/2015 photobook
8. Visit 3 new cities (1/3) Copenhagen;
9. Write and submit 3 articles (0/3)
10.Write and send 30 letters (3/30)
11. Make a list with 30 songs of my life (0/30)
12. Read a book in French
13. Buy a new camera
14. Save 30% of my income
15. Read and jot down 30 poems (2/30)
16. Lead on a 5c climb
17. Learn to use R
18. Knit 3 things for myself (0/3)
19. Prepare a pitch for a new job
20. Ski down a red piste without falling
21. Read the Bible
22. Go to a glocals gathering of some kind I registered at a running club, which is basically the same thing
23. Organize a surprise
24. Sew something wearable for myself
25. Go on a >30km bike trip 4.12.2016
26. Finish 30 days of something
27. Cook and post 30 recipes (0/30)
28. Reanimate my IG account by posting at least a picture a week (36/36)* Definitely wasn't one picture a week, but since I wrote this, I posted... exactly 36 here
29. Donate blood
30. Go on a tandem paragliding ride

*This list is published while there are 36 weeks to go!

Wednesday, March 2, 2016

ONE SECOND EVERY DAY - FEBRUARY 2016


Ah, Fevereiro. Ainda não consegui acertar com os vídeos todos os dias, mas o hábito já se vai instalando. O mês trouxe, finalmente, o frio e a neve. Comprei os meus primeiros skis e fomos testá-los. Continuo a passar muitos dias a inventar brincadeiras. Fui a Budapeste e recuperei energia para voltar a empenhar-me em algum trabalho dos escuteiros, com alguma moderação, claro. Recebi, finalmente, a autorização de estadia e, ao fim de 7 meses, deixei de ter estatuto de turista para passar a residente. Fui a Portugal pela primeira vez desde Setembro. Estive com os meus avós, os meus pais, alguns amigos e conheci a Carolina. E regressei, bem mais inspirada para os próximos meses!

Wednesday, February 10, 2016

ONE SECOND EVERY DAY - JANUARY 2016


Janeiro aparentemente passou a correr: estive doente durante duas semanas, tive a visita da minha irmã durante outras duas, o meu telemóvel avariou durante uns dias e esqueci-me de filmar muitos segundos. 

No entanto, ao olhar para trás, relembro vários momentos e a aparente sensação de que o tempo voou sem saber muito bem como é substituída por uma recordação de um mês bem preenchido com jogatanas de monopólio, a primeira queda de neve do ano, o ski, levar os meus amigos novos a Kandersteg e vê-los a apaixonarem-se pelo sítio, descida de trenó pela montanha abaixo à noite, uma introdução gastronómica da R. à Suíça, com um menu diferente quase todos os dias que ela esteve cá (nem sempre suíço, claro) e muitas tardes passadas a brincar.

Saturday, January 2, 2016

ONE SECOND EVERY DAY - DECEMBER 2015


Dezembro foi um mês intenso, com muitos altos e baixos e com muitas novidades. Depois de ter decidido que me ia desafiar durante 30 dias*, parece que as coisas começaram todas a acontecer em catadupa e, apesar de não ter conseguido cumprir o desafio todo, desde que cheguei à Suíça não houve mês que trouxesse mais novidade que este, o impulso de que estava a precisar para começar um ano de 2016 prometedor.

Além disso, foi o mês em que fiz 30 anos. Um marco cheio de perguntas, de dúvidas, de balanços interiores, de saudades, mas também de comemoração e de esperança. Conheci seis pequenos que serão o meu desafio durante a primeira metade do ano. Houve jantares, comezainas com amigos, comemorações, corridas, bolos, um Natal muito diferente do habitual, mudanças em casa e muitas arrumações, bons serões no sofá a ver filmes, tricot, travessuras com o gato e ainda a última caminhada do ano num dia de fim de Outono cheio de sol. Aqui na Suíça foi o mês de Dezembro mais quente desde que há registo aqui na Suíça e a neve tarda em chegar; a mim encheu-me as medidas.

*entretanto, e mesmo depois de ter passado o prazo, continuo a riscar itens desta lista, toda contente!

UM BOLO RAINHA PARA UM NATAL DIFERENTE


2015 foi um ano com muitas mudanças e muitas novidades. Uma delas foi termos decidido ficar por aqui no Natal, em vez de irmos a casa passá-lo com as nossas famílias e com o busílis do costume.

Se, por um lado, sentimos a falta de toda a confusão, de rever a nossa família e os nossos amigos e de sentir o aconchego inexplicável que nos traz fazer aquilo que fazemos todos os anos, também foi bom criarmos um Natal nosso e aceitarmos com naturalidade todos sentimentos que vêm ao de cima nesta época - as saudades, a alegria, a paz, a ausência de stress, a tristeza da distância, as conversas por skype e pelo telefone com a família, o saborear lentamente uma refeição escolhida e cozinhada por nós, sem interrupções e com tudo aquilo que gostamos. Uma mistura de vivências muito eclética, mas muito sentida.

Nos dois dias antes do Natal cozinhei muito e passei umas boas horas a fazer bolo rainha. Não havendo as nossas pastelarias preferidas do costume, recusei-me a gastar um tostão que fosse para comer um bolo rei seco, processado e cheio de fruta cristalizada barata e ressequida - além de que detesto a fruta cristalizada do bolo-rei - e abusivamente caro. Arregacei as mangas, procurei uma receita, adaptei-a ao meu gosto e fiz quatro bolos rainha para nós comermos e para oferecermos às pessoas que nos fizeram sentir em casa aqui nos últimos meses.

No dia de Natal, fomos buscar couves galegas ao quintal de uma dessas pessoas e andámos a distribuir os bolos rainha. Assim se criam novas tradições, aquilo que torna estas épocas especiais.


Bolo Rainha
Receita adaptada daqui e daqui

500 de farinha de trigo sem fermento
40g de fermento de padeiro fresco
150mL de leite morno
100g de manteiga derretida
150g de açúcar
2 ovos batidos
uma pitada de sal

50g de sultanas
50g de uva-passa
100g de amêndoa palitada
30g de pinhões
50g de nozes picadas grosseiramente
40mL de vinho do Porto
40mL de rum (na receita original pede brandy, mas eu usei o que tinha à mão - também deve funcionar bem com aguardente, kirsch, cachaça, ou outras bebidas espirituosas do género)

Para decorar:
1 ovo batido
metades de noz
amêndoas inteiras
pinhões
açúcar em pó

Nota: Tradicionalmente, faz-se o bolo directamente numa bancada. Coloca-se a farinha, faz-se um buraco no meio como se fosse um vulcão e colocam-se os ingredientes húmidos no meio, misturando-se a farinha gradualmente. No entanto, eu dispenso o caos e a bodega que isso traz para a bancada, e acho que é perfeitamente possível fazer-se a mesma coisa usando uma tigela/bacia grande.

Aquece-se o leite até que fique morno e ao mesmo tempo derrete-se a manteiga. Enquanto a manteiga arrefece um pouco, coloca-se o leite morno numa tigela com o fermento de padeiro e mexe-se com um garfo até que o fermento de padeiro dissolva.

Numa tigela ou bacia grande coloca-se a farinha. Faz-se um buraco largo no centro e colocam-se a mistura de leite com fermento de padeiro, a manteiga derretida e ligeiramente arrefecida, os ovos previamente batidos, uma pitada de sal e o açúcar.

Usando um garfo, envolve-se gradualmente a farinha com a mistura que está no centro até que fique uma massa peganhenta, mas relativamente homogénea. Enfarinhar um pouco as mãos, amassar um pouco a massa até que esteja tudo bem ligado. Neste momento, a massa já deve estar menos peganhenta e deve ser possível fazer uma bola.

Deixa-se a massa na tigela, coberta com um pano, para levedar durante cerca de 2 horas num local morno e afastado de correntes de ar.

Entretanto, misturam-se os frutos secos com o rum e o vinho do Porto. Ao fim do tempo de levedura da massa, incorporar a mistura de frutos secos, amassando tudo muito bem para envolver os frutos de forma homogénea. Deixar a massa repousar novamente na tigela coberta com o pano durante mais 1 hora.

Ao fim deste tempo, forrar um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal. Colocar a massa em cima do papel vegetal em forma de argola. Ligar o forno a 180ºC e deixar aquecer bem durante 10 minutos, aproveitando para deixar a massa descansar mais um pouco. 

Pincelar a massa com ovo batido, decorar com os frutos secos a gosto. Levar ao forno durante 45 minutos, até que o bolo fique bem dourado. Ao retirar o bolo do forno, polvilhar com açúcar em pó usando um coador.

Embrulhar em papel e oferecer com muito carinho... ou não. O bolo rainha aguenta-se durante 2 ou 3 dias num recipiente fechado e quando estiver a ficar seco pode-se fatiar e comer torrado com manteiga a pingar. Também se pode congelar e depois colocar directamente na torradeira quando se quiser comer. Já mencionei a manteiga a pingar?